Saúde começa os trabalhos de campo do primeiro LIRAa de 2021

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A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, começou a realizar nesta semana as ações de campo do 1º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2021. As ações, iniciadas na última segunda-feira (7), compõem essa estratégia que permite identificar a incidência vetorial do mosquito responsável por transmitir a dengue e outras doenças como zika e chikungunya. Trata-se de um instrumento que possibilita um diagnóstico para planejamentos de combate, prevenção e controle dessas endemias.

No 1º LIRAa do ano, a previsão é inspecionar cerca de 10 mil imóveis, paralelamente, em todas as regiões da área urbana do município. As vistorias devem ser concluídas até o final da próxima semana, em locais sorteados via sistema do Ministério da Saúde.

Ao todo, 48 equipes de endemias da Saúde são responsáveis por realizar as visitas às localidades, incluindo residências, comércios e terrenos baldios. Nesses espaços, é feita a coleta de todas as amostras de larvas encontradas em locais que acumulam água parada. Posteriormente, os materiais recolhidos são encaminhados para análises laboratoriais e sistematização dos dados. A atuação ocorre apenas nas áreas de quintais, e todos os cuidados são mantidos, como uso de máscara, álcool gel e distanciamento adequado.

Dessa forma, nesse momento os esforços do setor de Endemias ficam concentrados, principalmente, nas ações do 1º LIRAa, estando suspensas, apenas nesse período, as visitas regulares para limpeza e eliminação de focos e criadouros. No entanto, continuam sendo realizados outros trabalhos permanentes como, por exemplo, visitas quinzenais em pontos estratégicos como barracões de reciclagem e imóveis de ferro-velho, entre outras áreas de grande porte.

O coordenador de Controle de Endemias, da SMS, Nino Ribas, informou que, após o resultado final do levantamento, a Secretaria Municipal de Saúde divulga os números detalhadamente, listando os índices por região da cidade (norte, sul, leste, oeste e central), e apontando os bairros com alto risco. “O estudo é utilizado para nortear o planejamento de ações e estratégias específicas de combate ao Aedes nas áreas com maior índice de infestação. Dentre outras medidas, as áreas mais afetadas recebem prioridade nas práticas de enfrentamento, a fim de evitar a proliferação do vetor”, disse.

As atividades do LIRAa estavam suspensas temporariamente na cidade, desde 2020, por conta da pandemia de Covid-19, após recomendação do Ministério da Saúde. Antes, os trabalhos sempre ocorreram regularmente, desenvolvidos a cada trimestre, ou seja, com quatro levantamentos por ano.

Conforme preconiza o Ministério da Saúde, o índice satisfatório do LIRAa é abaixo de 1%. De 1% a 3,9% considera-se situação de alerta e, acima de 4%, passa a ser considerado risco de epidemia de dengue.

Horários – Os trabalhos de campo do LIRAa estão sendo feitos, de segunda a sexta-feira, com equipes atuando das 7h30 às 13h30, e das 12h30 às 18h30. Aos sábados e feriados, o serviço é realizado das 7h30 às 14h. A atividade é interrompida apenas quando as chuvas atrapalham.

Qualquer denúncia relacionada à dengue ou outros problemas relacionados a endemias, podem ser feitas para o Disque-Dengue no número 0800-400-1893. Os atendimentos são feitos por equipes especialmente destinadas a essa função, com funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Foto: Emerson Dias

Fumacê – A Secretaria Municipal de Saúde encerrou, no dia 5 de junho, a terceira fase de aplicação de inseticida, via “fumacê”, para eliminar o Aedes aegypti. Foram percorridos mais 868 quarteirões em 27 bairros nas áreas norte, leste, oeste e central. O objetivo foi reduzir a circulação do mosquito e, consequentemente, a proliferação da doença no município, com prioridade nos bairros que estão com maiores índices de infestação. Antes disso, em duas etapas anteriores, foram atendidos 109 bairros em todas as regiões.

A aplicação do fumacê é feita com a dispersão de inseticida para eliminar o Aedes. As ações ocorrem com uso de veículos aparelhados com equipamentos de UBV (ultrabaixo volume), que fazem a disseminação do produto em direção aos imóveis.

Nessa terceira etapa do fumacê, foram atendidos os seguintes bairros na região norte: Jardins Paraíso, Moema, Farid Libos, Catuaí, João Paz, Lago Norte, Alpes, Santa Mônica e Milton Gavetti. Na área leste da cidade, os bairros foram José Bonifácio, Abussafe, Alexandre Urbanas, Tarumã, Guilherme Pires, Armindo Guazzi, São Vicente Palotti, Interlagos e Laranjeiras.

Já na região oeste, o serviço foi prestado no Messiânico, Orion, Bandeirantes, Columbia, Tóquio, Pinheiros e Industrial. E, na área central, os bairros Shangri-lá B e Jardim do Sol.

Foto: Divulgação

Números – Novo relatório, com dados atualizados sobre a dengue em Londrina, foi divulgado, nesta quinta-feira (10), pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). De acordo com o balanço, em 2021, de janeiro até o momento, foram registradas 15.590 notificações relacionadas à doença, totalizando 5.305 casos confirmados até o momento. Outros 6.241 foram descartados, após análises laboratoriais, e 3.787 estão sendo investigados em laboratório.

O levantamento registrou um novo óbito por dengue na cidade. Agora, Londrina passa a computar 8 óbitos decorrentes de dengue.



com informação da Prefeitura de Londrina

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