Sede da Prefeitura recebe lixeiras ecológicas feitas com monitores antigos

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A sede administrativa da Prefeitura de Londrina está recebendo uma exposição de lixeiras ecológicas feitas como monitores antigos de computador, produzidas por alunos da Escola Municipal Padre França, do Distrito de Pau D’Alho, em Assaí, no Paraná. Os estudantes fazem parte do Projeto Pingo D’Água, programa de educação ambiental do Consórcio do Rio Tibagi (Copati), que existe há 33 anos e é oferecido a escolas de 36 municípios do Estado e já transformou 28 mil professores e alunos da Bacia do Rio Tibagi em multiplicadores ambientais. O Pingo D`Água é premiado como a melhor ação de educação ambiental do Brasil.

Foto: Emerson Dias

As lixeiras ficarão expostas na Prefeitura pelo período de três meses. Elas foram desenvolvidas com carcaças de monitores de computadores chamados Tubos de Raios Catódicos (CRT), populares na década de 90, muito antes das telas de LED aparecerem. Hoje, este material constitui grande parte dos resíduos eletrônicos descartados.

O objetivo do projeto é dar utilidade para esse item, favorecendo o meio ambiente, já que o reaproveitamento do lixo sólido faz parte da Política Nacional dos Resíduos Sólidos e de diversas regulamentações que definem a prática correta para o descarte dos aparelhos. O trabalho contou com a contribuição da Ong E-letro, que forneceu os materiais para a confecção dos primeiros exemplares das lixeiras.

O coordenador de projetos do Copati, Renato Munhoz, ressaltou que a iniciativa serve como exemplo de como é possível tratar os resíduos sólidos, para que eles não se tornem um problema para o meio ambiente. “A exposição na Prefeitura visa mostrar, às pessoas, o exemplo de como podemos fazer bom uso daquilo que pode destruir. Por meio do projeto temos a oportunidade de ver um resíduo sólido cumprindo uma função ambiental e social. E o fato de estar na Prefeitura é interessante, pois o município tem, como uma de suas políticas públicas, a difusão destas práticas. Certamente este trabalho é mais um exemplo a ser seguido e replicado”, apontou.

Foto: Emerson Dias

Segundo o gestor da Ong E-letro, Alex Gonçalves, as lixeiras são muito resistentes e podem ser facilmente replicadas por escolas, condomínios e espaços públicos. “O fator mais importante do projeto é a disseminação da consciência ambiental entre os alunos e a formação de gerações comprometidas com o meio ambiente”, disse.

Além da Prefeitura de Londrina, as lixeiras ecológicas foram inseridas na Escola Municipal Padre França, no Distrito de Pau D’Alho, em Assaí, na praça da igreja e na Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito.

Texto: Dayane Albuquerque, com informações da Assessoria de Imprensa da Ong E-letro



com informação da Prefeitura de Londrina

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