Vacinação das crianças contra Covid-19 inicia na segunda-feira (17)

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Com o aumento de casos positivos de Covid-19 nas últimas semanas, a Prefeitura de Londrina anunciou novas medidas para ampliar o atendimento de pacientes com suspeitas da doença ou de síndromes respiratórias. A partir de segunda-feira (17), a cidade de Londrina passa a contar com quatro locais exclusivos para esse atendimento. São eles: as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Chefe Newton, do Guanabara e da Vila Casoni e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, que é referência 24 horas para estes casos.

Foto: Arquivo/Emerson Dias

O atendimento na UBS do Chefe Newton acontecerá de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, na Rua Café Bourbon, 730. Os moradores da área de abrangência desta unidade, que não apresentarem sintomas respiratórios, mas que necessitarem de atendimento médico serão direcionados para a UBS do Padovani/Vista Bela, que fica na Rua André Buck, 585 (zona norte).

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, explicou durante coletiva de imprensa que a abertura de mais uma unidade exclusivamente para o atendimento das síndromes respiratórias deve-se à análise dos dados referentes de pessoas positivadas com a Covid-19. Na semana de 8 a 15 de novembro de 2021, por exemplo, foram abertas pouco mais de 1.100 fichas de atendimento na UPA Sabará e nas UBS Guanabara e Casoni. Destas, mais de 80% foram de casos leves e apenas duas de alto risco.

Já na primeira semana de 2022, o número mais do que triplicou, alcançando 3.813 atendimentos. Entre eles, cerca de 3.400 eram casos leves, 400 intermediários e dois de alto risco. O mesmo deve ser observado no fechamento desta semana, visto que até a tarde de quinta-feira (13), os três locais juntos já somaram mais de 4.000 atendimentos, sendo mais de 3.767 considerados leves, 298 intermediários e dois de alto risco.

O objetivo da abertura de mais uma unidade de referência é desafogar o sistema. “Isso é reflexo da grande movimentação que tivemos no natal e no ano novo. Não é uma exclusividade do serviço público, também atinge os planos de saúde, a rede de saúde suplementar e os hospitais privados. Todos estão com a alta demanda de atendimento no pronto-socorro de síndromes respiratórias e nós estamos nos organizando da melhor maneira possível para garantirmos ao londrinense um atendimento ágil e de qualidade”, explicou Machado.

Na UPA do Jardim Sabará, a população conta com oito médicos à disposição. Já nas Unidades de Saúde do Guanabara e da Vila Casoni são mais quatro médicos em cada e, na UBS do Chefe Newton, inicialmente há outros dois profissionais médicos. Segundo Machado, o tempo médio para o atendimento em casos mais graves da doença, na UPA Sabará, tem sido de 30 minutos. Já a espera para casos leves pode chegar a quatro horas.

A Prefeitura de Londrina também deve abrir, ainda neste mês, um teste seletivo para a contratação de profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A ideia é reforçar as equipes de saúde que atendem à população.

Foto: Arquivo/Vivian Honorato

Telemedicina – Outra novidade anunciada na coletiva é a retomada do serviço de telemedicina pelo 0800-400-1234. O serviço é voltado somente para os casos positivados de Covid-19, seja por meio de testes de farmácia ou de laboratórios particulares.

A pessoa que tiver sintomas leves (coriza, tosse, dor de garganta) e que precisar de uma orientação médica ou mesmo do atestado médico para afastamento no trabalho ou estudos deverá telefonar de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h, para agendar a consulta. Três médicos estarão à disposição da população para realizar a consulta à distância e repassar as orientações sobre o tratamento, isolamento social e outras medidas necessárias.

Vacinação Infantil – Com a chegada das doses da vacina contra Covid-19 para as crianças de 5 a 11 anos ao Brasil na última quinta-feira (13), a cidade de Londrina deve receber 2.590 imunizantes até o fim desta sexta-feira (14). Com isso, a expectativa é iniciar a vacinação das crianças na próxima segunda-feira (17), às 9h, no Centro de Imunização da Zona Norte.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, estima-se que a cidade tenha em torno de 40 mil crianças nessa faixa etária. No momento, pouco mais de 16 mil crianças estão cadastradas para receber a vacina, sendo que apenas 200 estão classificadas com comorbidades ou alguma deficiência permanente, o que deve colocá-las como público prioritário na ordem da aplicação do imunizante. “Nosso planejamento é que a gente consiga avançar bastante na vacinação até o retorno das aulas presenciais, para que as crianças possam ter um ano letivo seguro e possam voltar para as escolas da maneira adequada. Nos próximos dias, novas remessas de vacina devem chegar”, avaliou o secretário de saúde.

Foto: Arquivo/Vivian Honorato

Plantão na SMS – A SMS lembra que os pais ou responsáveis pelas crianças declaradas com comorbidades ou alguma deficiência física no cadastro prévio precisam entregar a documentação comprovando o quadro clínico do menor de 18 anos. A entrega do envelope com a declaração médica e documentos pessoais deve ser feita na sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que fica na  Avenida Theodoro Victorelli, 103, em frente ao Boulevard Shopping.

Neste sábado (15), das 7h às 14h, os servidores da saúde estarão de plantão na sede da SMS para receber os formulários preenchidos. Caso algum pai, mãe ou responsável pela criança tenha feito o cadastro prévio sem especificar a existência de alguma comorbidade ou deficiência permanente, a orientação é que leve os documentos neste sábado. Os servidores vão receber os envelopes, analisar a documentação e atualizarão os cadastros caso a caso. O cadastro prévio para esse público continua aberto e pode ser feito pelo www.londrina.pr.gov.br/.

O intervalo recomendado para a aplicação da vacina infantil contra a Covid-19 e aquelas constantes no esquema vacinal anual é de 15 dias. Quem estiver gripado não deve tomar a vacina contra o coronavírus. Além disso, todas as crianças devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis para serem imunizadas.

Texto: Ana Paula Hedler e Juliana Gonçalves



com informação da Prefeitura de Londrina

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